quinta-feira, 28 de setembro de 2017

Coaching Infantil: como funciona?


Muitos de nós repetimos a maneira que fomos criados ou tentamos fazer o extremo oposto. O que vemos é cada vez mais famílias perdidas, sentindo que o convívio poderia ser melhor, sentindo-se culpadas. Algumas pessoas acreditam que não há outra maneira. E se eu disser que há sim, que tem uma maneira de fazer suas crianças serem mais responsáveis por suas atividades, se comportarem de maneira apropriada em cada local, se socializar mais, se sentirem mais autônomas e mais felizes. Que tem jeito das coisas acontecerem do jeito com paz e tranquilidade. O coaching infantil traz isso! Você pode aprender uma nova abordagem que vai trazer mais diálogo às relações e, consequentemente, maior facilidade na hora de tomar banho, fazer lição, dormir, sair....

Sabe o que é legal?? A família já pode usar esse método, e ter resultados, com crianças a partir dos 2 anos! Nessa idade a criança começa a ter a capacidade de representar o mundo mentalmente, consegue relacionar objetos e situações tanto no passado como no futuro.

Quer experimentar um jeito novo de educar, que respeite a criança ao mesmo tempo que gera autorresponsabilidade e um convívio mais harmônico?

Com o coaching informal que é posto em prática pelos cuidadores, no cotidiano é possível educar sem gritos e punições. Já as crianças maiores de 8 anos podem trabalhar comportamentos específicos em sessões estruturadas, com o coaching formal.

Os pilares desse método são o não julgamento, a autorresponsabilidade e olhar no futuro. Essa abordagem fará a criança refletir sobre as razões e consequências de suas ações, ficará empoderada ao saber como agir em cada situação. Estão prontos para alcançar algo diferente? Vem comigo! Para os cuidadores adaptarem-se a essa nova forma de educação faremos 5 sessões semanais, na qual conversaremos sobre como funciona esse jeito novo. Vocês vão colocar em prática, e ter excelentes resultados. Ao final das sessões vocês estarão prontos para lidar de forma mais harmônicas nas diversas situações do dia a dia.. Os encontros poderão ser presenciais ou à distância. O que for melhor pra vocês. Já o processo estruturado dura 10 sessões, sendo 2 com a família, 2 com os pais e 6 com a criança, sempre presencialmente.

Quer saber mais, já gostou e quer começar agora?! Me manda uma mensagem!

Somos um todo. Equilibre-se! :)

quinta-feira, 21 de setembro de 2017

10 Passos para uma Alimentação Saudável para Menores de 2 anos



1. Dar somente leite materno até os 6 meses. 
O leite materno é completo e possui tudo que o bebê precisa, inclusive água, em quantidade suficiente para o seu desenvolvimento. Estudos mostram que há redução do risco de desenvolver diversas doenças tanto na infância quanto na fase adulta, se o bebê teve aleitamento materno. 

2. Ao completar 6 meses introduzir de forma lenta e gradual outros alimentos, mantendo o leite materno até os 2 anos o mais. Preferencialmente apresente os alimentos isoladamente para que o bebê conheça o sabor e textura de cada um.

3. Após os 6 meses oferecer alimentos três vezes ao dia, se a criança estiver em aleitamento materno. Os alimentos devem ser oferecidos 3 vezes ao dia em forma de papas ou de forma que o bebê consiga segurá-los e macios, preferencialmente sem sal.

4. A alimentação complementar deve ser oferecida de acordo com os horários de refeição da família, em intervalos regulares e de forma a respeitar o apetite da criança. Dessa maneira é preciso que toda a família se preocupe em manter hábitos alimentares saudáveis e sem forçar a criança a comer. Quanto mais tranquilo for o horários das refeições, mais o bebê sentir prazer nesse momento e terá uma boa relação com a comida.

5. A alimentação complementar deve ser espessa desde o início e oferecida de colher; iniciar com a consistência pastosa (papas/purês) e, gradativamente, aumentar a consistência até chegar à alimentação da família. Outra possibilidade que vem apresentando bons resultados é a alimentação guiada pelo bebê (BLW), na qual os alimentos são apresentados em pedaços que ele consiga segurar e se alimentar com supervisão de adultos.

6. Oferecer à criança diferentes alimentos ao dia. Uma alimentação variada é uma alimentação colorida. Inicialmente oferecer frutas, legumes, verduras, cereais, feijões e carnes, podendo ser duas refeições de frutas, que devem ser variadas o máximo possível, e uma completa (carne, cereal, leguminosa, legumes e verduras), preferencialmente em um momento em que esteja toda a família se alimentando, aos 7 meses introduz-se mais uma refeição completa.

7. Estimular o consumo diário de frutas, verduras e legumes nas refeições. O que irá garantir a quantidade necessária de vitaminas, minerais e fibras necessárias para que o bebê se mantenha saudável.

8. Evitar açúcar, café, enlatados, frituras, refrigerantes, balas, salgadinhos e outras guloseimas, nos primeiros anos de vida. Esses alimentos competem com o consumo de alimentos mais nutritivos, além disso todos temos preferência pelo sabor doce e a apresentação de alimentos doces para crianças aumenta a rejeição pelos outros alimentos. O que pode levar a uma deficiência de vitaminas e minerais necessários ao desenvolvimento infantil. Além da possibilidade de desenvolver alergias pela presença de corantes e conservantes nos alimentos industrializados.

9. Cuidar da higiene no preparo e manuseio dos alimentos; garantir o seu armazenamento e conservação adequados. Esse passo é importante em qualquer fase da vida, ainda mais para o bebê que não está com o sistema imunológico completamente formado. Doenças retardam o crescimento e desenvolvimento da crianças, evitá-las é a melhor escolha.

10. Estimular a criança doente e convalescente a se alimentar, oferecendo sua alimentação habitual e seus alimentos preferidos, respeitando a sua aceitação. Escolher preparações da preferência da criança, as que ainda estão sendo amamentadas no peito podem aumentar a frequência das mamadas, uma vez que o leite materno ajuda na recuperação e é bem aceito pela criança. Se a criança já está comendo a alimentação da família, apresente em forma mais pastosa, para que aumente a aceitação.

Gostou, ficou com alguma dúvida, tem algum assunto que você queria saber mais? Entre em contato comigo.

Somos um todo. Equilíbre-se! :)

FONTES:
Ministério da Saúde
Manual de Orientação da Sociedade Brasileira de Pediatria

quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Meu Bebê Está Chegando aos 6 meses. E agora?





Você sabe o que uma criança pode comer a partir dos 6 meses de idade? São tantas informações que dá pra ficar perdido... Até os 6 meses de idade o bebê só deve consumir leite materno, nos casos em que isso não é possível deve consumir uma fórmula láctea. Enfatizo que nenhuma fórmula é tão completa quanto o leite materno e, de maneira nenhuma, capaz de substituí-lo uma vez que os leites produzidos pelas mães são específicos para cada espécie. Após essa idade o bebê está pronto para entrar em contato com outros alimentos e continua mamando, a recomendação é que o aleitamento continue até, pelo menos, os 2 anos de idade.

É nessa fase que o bebê cria seu paladar e seus hábitos alimentares, além disso os alimentos consumidos nessa fase poderão reduzir a predisposição a doenças, devido a sua ação no genoma da criança. Assim, é uma fase de extrema importância para seu desenvolvimento e seu futuro e quando os cuidadores começam a ter várias dúvidas de que alimentos são apropriados ou não e como oferecê-los aos seus bebês.

Existem algumas formas de se iniciar a introdução de alimentos sólidos. A maneira mais conhecida é através das papinhas, os alimentos são oferecidos amassados em uma colher por um adulto ao bebê e muitas vezes todos misturados na mesma papa, dessa forma a criança não participa muito do processo de se alimentar, podendo até estar fazendo outra atividade enquanto come. Há também a maneira participativa, nesse caso o adulto oferece ao bebê a comida mas deixa que em alguns momentos a criança pegue a comida e leve à boca, pode haver papas, mas também alimentos em pedaços que a criança possa segurar. Outra forma que vem ganhando espaço, inclusive nos estudos científicos, é o BLW (Baby Led Weaning - Alimentação guiada pelo bebê), nesse modelo a criança é quem dita quais comidas, em que quantidade e em qual velocidade irá comer os alimentos apresentados em pedaços que a crianças possa segurar e de maneira que reduza a possibilidade de engasgos. Dessa maneira o bebê desenvolve melhor sua coordenação motora, aprende quando está saciado e conhece os alimentos com suas diferentes consistências, aromas e sabores.

Quer saber mais sobre a introdução alimentar? Seu bebê está chegando aos 6 meses e você não faz ideia de como iniciar uma alimentação que inclua frutas, legumes, verduras e tudo o que deixa seu nenê saudável. Me mande uma mensagem que eu posso te ajudar a encontrar qual a melhor maneira pra vocês alcançarem o tipo de alimentação que desejam.

Somos um todo. Equilibre-se! :)

Para saber mais:
Meu Filho Não Come - Carloz González
Dez Passos para uma Alimentação Saudável, para crianças menores de 2 anos - http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/10_passos.pdf

sexta-feira, 8 de setembro de 2017

Obesidade Infantil Tem Jeito? Tem!


O número de crianças com obesidade ou sobrepeso vem aumentando muito nas últimas décadas. A porcentagem de meninos de 5 a 9 anos com obesidade passou de 4,1% em 1989 para 16,6% em 2008-2009 (POF, 2010). Essa situação é bastante preocupante, pois a obesidade leva ao desenvolvimento de outras doenças como colesterol alto, diabetes, hipertensão, problemas no fígado. Para evitarmos que haja esse tipo de complicações, o melhor é reduzir a porcentagem de gordura corporal o quanto antes.

Hoje em dias por conta da violência, das novas tecnologias, da falta de tempo para preparar e se fazer refeições em família, as crianças se exercitam cada vez menos, e tornam-se sedentárias. Também houve a redução do tempo de aleitamento materno, o que é um fator protetivo ao desenvolvimento de sobrepeso e obesidade, como sugerem inúmeros estudos. A introdução da alimentação complementar, após os 6 meses, também tem bastante influência no peso que a criança terá no futuro, é nessa fase que se constroe o paladar e os hábitos alimentares da criança; além dos tipos dos alimentos oferecidos nessa fase tem sido estudo também como a participação do bebê nesse processo pode influenciar na formação de hábitos saudáveis. Estudos recentes tem mostrado que bebês que se alimentam sozinhos (Baby Led Weaning) tem menor chance de apresentar excesso de peso quando maiores.
Agregado à todos os fatores que aumentam a chance de a criança ter obesidade, temos o alto consumo de alimentos ultraprocessados, industrializados, pois serem mais práticos e terem um grande apelo tanto pelo sabor quanto pelas propagandas. Porém, a maioria deles é rica em açúcar, gorduras que são os principais responsáveis pelo excesso de peso nas crianças. Um dos jeitos de melhorar a qualidade da comida sem perder a praticidade é ler os rótulos dos alimentos antes de comprá-los, evitando os que trazem açúcares e/ou gorduras como uns dos primeiros na lista de ingredientes.
O processo de emagrecimento das crianças acompanhado por uma nutricionista e com técnicas de coaching infantil trazem resultados mais rápidos e de uma maneira mais saudável. Além disso, por ser um processo em que a criança escolhe os passos que quer seguir, levando em consideração seus valores e vontades que aumenta a auto responsabilidade pelo processo e menor chance de não realizar as ações necessárias. Por ser um processo em conjunto, normalmente, os resultados obtidos são mantidos. Eu posso ajudar nesse processo. 

Quer saber mais? Me envie uma mensagem!
Somos um todo! Equilibre-se. :)

Para saber mais: 

POF: http://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/livros/liv50063.pdf

Aleitamento materno: http://scielo.iec.pa.gov.br/pdf/ess/v25n1/Amamentacao1.pdf

terça-feira, 11 de julho de 2017

Que Estória é Essa de Igualdade de Gêneros??


Voltando depois de longas e merecidas férias... essa semana, por coincidência, ironia do destino, conspiração do universo ou vontade oculta. Assisti a um documentário no Netflix e li um livro que convergem para o mesmo assunto: a questão de gênero, mas cada um tomando como ponto de diálogo um dos focos da questão.

No documentário (The Mask You Live In) é mostrado como é difícil para os meninos o papel que lhes é imposto: de não poder ter emoção, de poder ter contato físico com os amigos, de ter que ser forte, esportista, de não poder gostar de artes, enfim... tudo aquilo que nossa cultura coloca na caixinha do que é masculino. As consequências disso são bem tristes e documentário mostra várias delas: 3 ou mais meninos se suicidam todos os dias, eles tem 4 vezes mais chances de serem expulsos da escola que as meninas; enfim, não é uma vida fácil. Assista o filme e veja os depoimentos, se é que você mesmo já não passou por isso.

De outro lado, temos as meninas, que sofrem outros tipos de problemas, não menos importantes, para que possam caber na embalagem do feminino. Esses esteriótipos são questionados e derrubados pela autora do livro "Como Criar Crianças Feministas", que é uma carta da autora a uma amiga que acabou de ter uma filha e pediu conselhos sobre como criar a menina de uma maneira mais livre, sem as amarras que a sociedade impõe às mulheres. São 15 sugestões, o que me chamou mais atenção foram a questão de exigir respeito das pessoas; ser quem é, mesmo que desagrade os outros, mas sem precisar desrespeitar ninguém. Coloca também a questão para a mãe que, se um dia, ela for dizer alguma coisa à filha, que ela não diria a um menino, que não diga. Isso foi o que tirei de principal, mas tem outras sugestões muito boas para empoderar as meninas e, porque não, os meninos.

O contato com essas duas fontes de informação só corroboraram minha forma de ver o feminismo, que não é uma luta contra os homens, nem uma luta pela igualdade, porque não somos iguais, mas pela justiça e pela liberdade de ser quem quisermos ser, meninos ou meninas ou algo entre isso ou nada disso, o feminismo, apesar do nome, não liberta apenas "fêmeas", mas também alivia muito a pressão sobre os "machos" de nossa espécie, é uma luta pelo respeito ao indivíduo.


Concorda, discorda, nunca parou pra pensar nisso?? Deixe um comentário que a gente pode continuar essa conversa.

Somos um todo! Equilibre-se. :)

Para saber mais/fontes de inspiração:
Documentário "The Mask You Live In"

Livro: "Para Educar Crianças Feministas" - Chimamanda Ngozi Adichie

segunda-feira, 24 de abril de 2017

Tempos Modernos e Saúde

  Como chegamos até aqui, nessa loucura e desconexão com tudo. "É culpa da tecnologia", dirão uns; "não estamos desconectados, estamos totalmente de acordo com o tempo em que vivemos!", dirão outros; "loucura, desconexão? Do que você está falando??", perguntarão alguns...

  Acredito que o nós, seres humanos, vivemos em uma posição difícil entre o conhecimento animal, instintivo, que trazemos há gerações, desde os tempos das cavernas, e o conhecimento científico gerado na nossa história recente, que nos trouxe até aqui, banhados em tecnologias, medicamentos, teorias... Tenho pra mim que, na vida cotidiana, para mantermos nossa saúde devemos prestar mais atenção ao nosso lado instintivo, que fez nossa espécie atravessar Eras e chegar até aqui. E devemos usar todas as teorias e descobertas científicas quando estamos correndo risco, afinal, foi esse conhecimento que nos trouxe a atual etapa de evolução e desenvolvimento. É por eles que viver mais de 30 anos não é nada demais hoje em dia... então não podemos negar sua importância na nossa vida.

  Como ter uma vida saudável, então? Ouvir seu corpo, prestar atenção em você, nos seus pensamentos, na sua saúde e, se algo sair do que você espera, pensar: porque você se desequilibrou? tem algum hábito que você pode melhorar para não sofrer mais do que está te desequilibrando e te deixando doente? Se você não consegue fazer isso sozinho busque um profissional da área da saúde que possa te ajudar a desvendar o que está acontecendo e te ajude a colocar as coisas em ordem novamente. Deixe os medicamentos para as situações em que seu corpo e sua mente não são capazes de resolver sozinhos, pois eles nos ajudam quando usados nas situações certas e nos desequilibram quando usados sem necessidade, afinal eles agem no corpo todo, não apenas na parte que você quer que fique boa... Qualquer medicamento tem sua ação benéfica, mas também seus efeitos colaterais, por isso devem ser usados apenas em casos que os prós são maiores do que os contras.

  Agora focando na relação disso com a alimentação: nosso corpo é capaz de nos dizer exatamente o que precisamos, basta prestar atenção no que ele nos diz; comer quando estiver com fome e parar quando estiver satisfeito, escolher alimentos variados, mas que sejam do nosso gosto, enfim, parar de brigar com a comida e lembrar que ela nos deixa felizes e com saúde! Ela não é nossa inimiga, muito pelo contrário! Comida de verdade, aquela feita em casa com ingredientes vindos da natureza só fazem bem, já aqueles cheio de químicos com nomes que a gente mal consegue ler, passe longe, são como remédios desnecessários.

  Depois de dizer tudo isso quero lembrar dos nossos amores que por vezes são esquecidos, as crianças; elas, como nós, também sabem quando é hora de comer e quando é hora de parar. Não obrigue seu filho a comer, acredite que o corpo dele, apesar de pequeno, sabe o que precisa e se você oferecer a ele variedade, mesmo que ele não coma todas elas, estará bem nutrido, saudável e feliz! Comer é um prazer, não uma obrigação, não uma guerra, não um problema. Ensine isso às crianças respeitando suas preferências e fazendo do momento de se alimentar uma hora de compartilhar  a comida com prazer e a companhia das pessoas que amamos.

  Gostou, quer saber mais? Deixe um comentário pra mim!

  Somos um todo! Equilibre-se. :)

Para saber mais/fontes de inspiração:

- My Child  Won't Eat - Carlos Gonzales
- Intuitive Eating - Evelyn Tribole e Elyse Resch
- 10% Humano - Alanna Collen e Ivo Korytowski
- O Peso das Dietas. - Sophie Deram

quinta-feira, 6 de abril de 2017

Bactérias do Bem

Ando estudando bastante sobre probióticos e como modificam nossa saúde. Desde de muito tempo a humanidade convive com esses microrganismos; dentro da gente, desde de sempre, e fora, utilizando para conservar alimentos, deixá-los mais saborosos ou pela produção de álcool. É quase impossível pensar nossas refeições sem eles, estão nos queijos, pães, iogurtes, cervejas, vinhos, algumas conservas de vegetais... Eu ando gostando bastante de produzir refrigerantes naturais com kefir e kombucha, que produzem bebidas refrescantes, saborosas e ao gosto do cliente já que você escolhe os sabores que quer produzir! :)

Mas saindo da cozinha e voltando a falar de como esse microamigos interferem em nossa saúde... há cada vez mais pesquisas sobre esse assunto, e já descobrimos que eles nos ajudam muito mais do que apenas facilitar nossas idas ao banheiro...

Já sabemos há algum tempo que se temos uma microbiota intestinal (são os microrganismos que moram no nosso intestino) bem desenvolvida e com bactérias que nos ajudam, nós teremos menores chances de ser afetados pelas que causam doenças.
Porém, as pesquisas mais recentes tem descoberto que eles nos ajudam de outras formas também, deixam a parede do nosso intestino mais compacta, evitando que substâncias que estão dentro atravessem e vão parar na corrente sanguínea. E o que isso faz pela nossa saúde??? Isso reduz alergias, doenças auto-imune, obesidade... Wow!! Mais como??? Não está bem claro, as pesquisas ainda estão rolando, mas parece que está relacionado com o nosso sistema imunológico. Se partículas que não deveriam estar no sangue vão parar lá o sistema imunológico entende que estamos sendo atacados, e fica em alerta. Só que, apesar do ataque, essas substâncias continuam lá, imagine isso por um longo tempo... as células imunológicas começam a atacar até o que não seria , de fato, agressão, causando alergias constantes e chegando a atacar o próprio corpo. Além disso, há uma mudança na fisiologia do corpo, modificando as células de gordura e seu funcionamento.
Ainda não acabou, há também alguns estudos sobre a relação entre nossas bactérias e transtornos como autismo.

Sim, ainda há muito o que ser estudados, mas já sabemos que precisamos das bactérias para ter saúde. E como ter bactérias boas???
- Ter nascido de parto natural: é a primeira chance de sermos inoculados com bactérias do bem.
- Ter sido alimentado por aleitamento materno, é a segunda chance do bebê conseguir novas amigas!
- Consumindo alimentos probióticos, ou seja, com bactérias boas
-  Alimentando essas bactérias ao consumir o que elas gostam: fibras, que vem dos legumes, verduras e frutas.
- Também seria bom reduzir o consumo de açúcar, que parece participar na seleção de quais bactérias teremos, escolhendo as que nos causam problemas.

Tem muito mais coisa pra falar sobre esse assunto, mas deixemos pra outra hora.

Ficou com alguma dúvida, tem interesse ou curiosidade sobre algum outro assunto?? Escreva nos comentários que eu farei o melhor pra responder! 

Somos um todo! Equilibre-se. :)


De onde vem tudo isso?
- SciShow - Obesity
https://www.youtube.com/watch?v=VgnbRK8pij8

- Livro: 10% Humano. 
Autora: Alanna Collen

- Microbial ecology: human gut microbes associated with obesity.
Ley RE, Turnbaugh PJ, Klein S, Gordon JI.
Nature. 2006 Dec 21;444(7122):1022-3.

- The effect of infections on susceptibility to autoimmune and allergic diseases.
Bach JF.
N Engl J Med. 2002 Sep 19;347(12):911-20. Review..