terça-feira, 28 de junho de 2016

Novo Guia Alimentar para a População Brasileira - Atenção aos alimentos industrializado!

O novo Guia Alimentar para a População Brasileira, publicado pelo Ministério da Saúde em 2014, muda o modo de ver o que é uma alimentação saudável. Esse novo olhar foi elogiado, não apenas pelos profissionais brasileiros como no exterior.
No guia anterior, de 2006, os alimentos eram divididos em grupos alimentares (Cereais, tubérculos e raízes; Frutas, legumes e verduras; Feijões e outros alimentos vegetais ricos em proteínas;  Leite e derivados, carnes e ovos; Gorduras, açúcares e sal) e trazia as quantidades que deveriam ser consumidas durante o dia.
Já na nova visão devemos ter atenção ao grau de processamento dos alimentos que consumimos, dando sempre preferência aos in natura ou minimamente processados (alimentos sem nenhum processamento ou que apenas passaram por processamentos simples como: secos, polidos ou moídos e empacotados, congelados ou pasteurizados). Depois os produtos extraídos de alimentos in natura e usados pelas pessoas para temperar e cozinhar alimentos e criar preparações culinárias (exemplos: óleos, gorduras, açúcar e sal). Na terceira categoria  estão os legumes em conserva, frutas em calda, queijos e pães. A categoria que deve ser consumida em menor quantidade é a que corresponde aos produtos industriaçizados que passam por vários processos e técnicas e na maioria das vezes possui ingredientes que somente a indústria tem acesso (exemplos: refrigerantes, biscoitos recheados, “salgadinhos de pacote” e “macarrão instantâneo”).
O Guia também tem como lema que a alimentação é mais do que ingestão de alimentos e dependem do tempo em que vivemos e da sustentabilidade socioambiental.

O Guia traz os "Dez passos para uma alimentação adequada e saudáve" que são:

  1. Fazer de alimentos in natura ou minimamente processados a base da alimentação
  2. Utilizar óleos, gorduras, sal e açúcar em pequenas quantidades ao temperar e cozinhar alimentos e criar preparações culinárias
  3. Limitar o consumo de alimentos processados
  4. Evitar o consumo de alimentos ultraprocessados
  5. Comer com regularidade e atenção, em ambientes apropriados e, sempre que possível, com companhia
  6. Fazer compras em locais que ofertem variedades de alimentos in natura ou minimamente processados
  7. Desenvolver, exercitar e partilhar habilidades culinárias
  8. Planejar o uso do tempo para dar à alimentação o espaço que ela merece
  9. Dar preferência, quando fora de casa, a locais que servem refeições feitas na hora
  10. Ser crítico quanto a informações, orientações e mensagens sobre alimentação veiculadas em propagandas comerciais.
  Somos um todo! Equilibre-se. :)

Para saber mais e referências:
Guia Alimentar para a População Brasileira

Agência FAPESP: "Alimentos ultraprocessados são ruins para as pessoas e para o ambiente"

Associação Brasileira de Saúde Coletiva - Abrasco


Foodpolitics - "Brazilian diet
ary guidelines are based on foods, food patterns, and meals, not nutrients"

Vox - "Brazil has the best nutritional guidelines in the world"






quarta-feira, 22 de junho de 2016

A Indústria de Alimentos está Brincando com Nossas Crianças?




A indústria de alimentos está brincando com nossas crianças? Pode apostar nisso. É o que afirma a Dr.Patrícia R. Salber, Chefe do departamento médico, PEERtrainer, Inc. A indústria de alimentos encontrou uma nova forma barata e eficiente de propaganda para crianças, elas inseriram em seus sites jogos, que são uma mistura de entretenimento e marketing.
Esses jogos são muito encontrados para promover o consumo de comidas de alta energia, tais como: cereais adoçados (tipo sucrilhos), balas, salgadinhos, etc. O que colabora ainda mais com o problema já existente de obesidade infantil. Uma vez que esses alimentos apresentam alto valor energético e baixo valor nutricional.

Embora saibamos que os pais sejam os responsáveis pela compra desses produtos, também sabemos que é difícil resistir à pressão feita pelas crianças ao pedirem certos produtos. Muitas delas insistem o quanto for necessário até obterem o que querem. É necessário então que haja não só um acompanhamento das crianças, mas também de seus pais, mostrando os benefícios de uma alimentação saudável, não só para que eles resistam melhor aos apelos infantis, mas para que tenham como argumentar com suas crianças.

A indústria de alimentos tem gasto milhões de dólares com essa nova forma de propaganda, simplesmente porque ela funciona. Esses sites tiveram 12,2 milhões de acessos em 3 meses, por crianças com idades entre 2 a 11 anos. Além do problema de incentivar o consumo desses alimentos esses jogos prendem as crianças mais tempo em frente ao computador, assim é um duplo problema na questão de sobrepeso e obesidade infantis, pois gera um aumento no consumo calórico e uma redução do gasto energético.

Os profissionais de saúde precisam tomar seu lugar nessa luta, exigindo que os programas de promoção de saúde tenham o mesmo espaço e as mesmas armas para promover o consumo de alimentos saudáveis, capazes de manter o peso normal, trazendo benefícios à saúde.

  Somos um todo! Equilibre-se. :)

Artigo adaptado de:

Salber, Patrícia R. Is the industry playing games with our children? In: http://www.medscape.com/viewarticle/547523, nov-2006.