Voltando depois de longas e merecidas férias... essa semana, por coincidência, ironia do destino, conspiração do universo ou vontade oculta. Assisti a um documentário no Netflix e li um livro que convergem para o mesmo assunto: a questão de gênero, mas cada um tomando como ponto de diálogo um dos focos da questão.
No documentário (The Mask You Live In) é mostrado como é difícil para os meninos o papel que lhes é imposto: de não poder ter emoção, de poder ter contato físico com os amigos, de ter que ser forte, esportista, de não poder gostar de artes, enfim... tudo aquilo que nossa cultura coloca na caixinha do que é masculino. As consequências disso são bem tristes e documentário mostra várias delas: 3 ou mais meninos se suicidam todos os dias, eles tem 4 vezes mais chances de serem expulsos da escola que as meninas; enfim, não é uma vida fácil. Assista o filme e veja os depoimentos, se é que você mesmo já não passou por isso.
De outro lado, temos as meninas, que sofrem outros tipos de problemas, não menos importantes, para que possam caber na embalagem do feminino. Esses esteriótipos são questionados e derrubados pela autora do livro "Como Criar Crianças Feministas", que é uma carta da autora a uma amiga que acabou de ter uma filha e pediu conselhos sobre como criar a menina de uma maneira mais livre, sem as amarras que a sociedade impõe às mulheres. São 15 sugestões, o que me chamou mais atenção foram a questão de exigir respeito das pessoas; ser quem é, mesmo que desagrade os outros, mas sem precisar desrespeitar ninguém. Coloca também a questão para a mãe que, se um dia, ela for dizer alguma coisa à filha, que ela não diria a um menino, que não diga. Isso foi o que tirei de principal, mas tem outras sugestões muito boas para empoderar as meninas e, porque não, os meninos.
O contato com essas duas fontes de informação só corroboraram minha forma de ver o feminismo, que não é uma luta contra os homens, nem uma luta pela igualdade, porque não somos iguais, mas pela justiça e pela liberdade de ser quem quisermos ser, meninos ou meninas ou algo entre isso ou nada disso, o feminismo, apesar do nome, não liberta apenas "fêmeas", mas também alivia muito a pressão sobre os "machos" de nossa espécie, é uma luta pelo respeito ao indivíduo.
Concorda, discorda, nunca parou pra pensar nisso?? Deixe um comentário que a gente pode continuar essa conversa.
Somos um todo! Equilibre-se. :)
Para saber mais/fontes de inspiração:
Livro: "Para Educar Crianças Feministas" - Chimamanda Ngozi Adichie

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